Sobre a espécie
A canafístula é uma leguminosa nativa de ampla distribuição no Brasil — do Centro-Oeste ao Sul —, também encontrada no Paraguai, Argentina e Uruguai. Pode atingir 10–20 metros de altura. Sua floração amarela vistosa ocorre entre novembro e fevereiro, tornando-a muito usada em arborização urbana. Além da beleza ornamental, apresenta características ecológicas excepcionais: é uma leguminosa fixadora de nitrogênio atmosférico, capaz de enriquecer solos degradados por meio de simbiose com bactérias do gênero Bradyrhizobium.
Como plantar
- Sementes com testa dura — escarificação obrigatória para quebrar a dormência. Fricionar levemente com lixa ou imergir em água quente (80°C) e deixar esfriar por 24 horas.
- Após a escarificação, deixar as sementes de molho em água fria por mais 24 horas.
- Plantar em substrato leve e bem drenado. Germinação em 7–15 dias.
- Crescimento rápido. Transplantar para pleno sol quando a muda tiver 25–30 cm.
- Tolera solos pobres e secos. Rega moderada. Espécie bastante resistente após o estabelecimento.
Para que serve
Restauração ecológica: espécie pioneira e fixadora de nitrogênio, recomendada pela Embrapa para recuperação de áreas degradadas e pastagens. Melhora a estrutura e a fertilidade do solo.
Apicultura: flores ricas em néctar e pólen, excelente fonte para abelhas nativas e europeias durante o verão.
Madeira: boa qualidade, usada em construção civil, móveis e carvão.
Arborização urbana: indicada para praças, parques e avenidas por sua sombra generosa e floração ornamental.
Tanino: a casca é rica em tanino, utilizado industrialmente no curtimento de couros.
Fontes: Flora e Funga do Brasil; Embrapa Florestas (Sistema de Produção de Mudas de Espécies Nativas); Lorenzi, H. Árvores Brasileiras, vol. 1; Rede de Sementes do Xingu.