Espécie 01 · Bignoniaceae NT · IUCN Red List

Handroanthus chrysotrichus

Ipê-amarelo
Sobre a espécie

O ipê-amarelo é uma das árvores mais reconhecidas do Brasil, com floração dourada exuberante que ocorre antes do brotamento das folhas, entre julho e setembro. Ocorre em toda a Mata Atlântica, do Ceará ao Rio Grande do Sul, atingindo entre 6 e 20 metros de altura. É essencial para polinizadores como abelhas e beija-flores durante a estação seca, quando poucas outras plantas oferecem recursos florais. Classificada como Quase Ameaçada (NT) pela Lista Vermelha da IUCN — o que significa que está próxima de ser considerada ameaçada se as pressões atuais continuarem. Vale notar que a espécie não consta na Lista Nacional Oficial de Espécies Ameaçadas (Portaria MMA 148/2022), pois os critérios de avaliação nacionais e internacionais nem sempre coincidem. Enfrenta pressão contínua pela fragmentação florestal e pela extração histórica de madeira.

Como plantar
  1. Sementes aladas coletadas de cápsulas maduras (outubro–novembro), antes de serem dispersas pelo vento.
  2. Plantar logo após a coleta — perdem viabilidade rapidamente. Envolver em papel seco retarda a dessecação por alguns dias.
  3. Substrato leve e bem drenado (terra + areia + composto orgânico). Cobrir levemente as sementes.
  4. Germinação em 7 a 15 dias. Manter em local com luz indireta até a muda atingir 20–30 cm.
  5. Transplantar para local definitivo em pleno sol. Tolera solos pobres e secos. Rega moderada — evitar encharcamento.
  6. Crescimento moderado: a muda pode levar 5–8 anos para florescer pela primeira vez.
Para que serve
Ecossistema: fonte de néctar e pólen para abelhas, borboletas e beija-flores na estação seca; sementes dispersadas pelo vento contribuem para a diversidade florestal.
Arborização urbana: amplamente usada em praças, parques e ruas, por sua floração vistosa e sombra generosa.
Madeira: dura e resistente, utilizada em construção civil, marcenaria e móveis.
Uso medicinal: a casca tem propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes documentadas na medicina popular.
Restauração ecológica: espécie recomendada pelo Pacto pela Restauração da Mata Atlântica para recuperação de áreas degradadas.
Crédito da fotografia: Foto: Marcos Antonio Da Silva, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Fontes: Flora e Funga do Brasil (floradobrasil.jbrj.gov.br); IUCN Red List (iucnredlist.org); Lorenzi, H. Árvores Brasileiras, vol. 1. Nota: esta espécie não consta na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas — Portaria MMA nº 148/2022; o status NT refere-se à avaliação da IUCN.

Outras espécies em circulação

Ipê-amareloH. chrysotrichus Ipê-roxoH. impetiginosus AraçáP. cattleianum Cedro-rosaC. fissilis CanafístulaP. dubium