A figueira-de-folha-miúda é uma árvore nativa da família Moraceae, de grande porte e copa muito ampla, que ocorre no sul e sudeste do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Em ambientes florestais pode tornar-se imponente, e quando isolada desenvolve um tronco curto e robusto com ramos extensos e enormes sapopemas (raízes tabulares) na base. Tem casca cinzenta quase lisa e folhas simples, alternas, pequenas (até cerca de 5 cm) — daí o nome popular. Floresce e frutifica praticamente o ano todo, com maior abundância no inverno, por meio de sicônios (os "figos"). É um dos mais importantes sustentos de fauna da floresta e serve de forófito (suporte) para grande quantidade de epífitas, como orquídeas, bromélias, cactos e samambaias. Por suas dimensões e raízes vigorosas, é indicada para grandes espaços e áreas de preservação, não para perto de construções. No Rio Grande do Sul, as figueiras nativas são protegidas por lei.
- As sementes são minúsculas e estão dentro dos figos (sicônios) maduros. Amassar os figos maduros na água, separar as sementes da polpa e semear logo.
- Distribuir as sementes sobre substrato leve, fértil e bem drenado, cobrindo de forma muito leve ou apenas pressionando contra o substrato. Manter úmido.
- Manter em local iluminado e protegido; o cultivo da figueira é feito a pleno sol. A germinação costuma ser lenta e irregular — tenha paciência.
- Transplantar as mudas para recipientes maiores quando tiverem alguns centímetros e estiverem firmes, e depois para o local definitivo, sempre a pleno sol.
- Escolher o local com cuidado: por suas raízes vigorosas e copa ampla, deve ser plantada longe de muros, calçadas e construções — ideal para grandes espaços e áreas de preservação.
- De fácil cultivo após o estabelecimento. Espécie de seiva leitosa (látex); evite o contato com os olhos ao manusear.