Espécie 07 · Moraceae Nativa · Mata Atlântica

Ficus cestrifolia

Figueira-de-folha-miúda
Sobre a espécie

A figueira-de-folha-miúda é uma árvore nativa da família Moraceae, de grande porte e copa muito ampla, que ocorre no sul e sudeste do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Em ambientes florestais pode tornar-se imponente, e quando isolada desenvolve um tronco curto e robusto com ramos extensos e enormes sapopemas (raízes tabulares) na base. Tem casca cinzenta quase lisa e folhas simples, alternas, pequenas (até cerca de 5 cm) — daí o nome popular. Floresce e frutifica praticamente o ano todo, com maior abundância no inverno, por meio de sicônios (os "figos"). É um dos mais importantes sustentos de fauna da floresta e serve de forófito (suporte) para grande quantidade de epífitas, como orquídeas, bromélias, cactos e samambaias. Por suas dimensões e raízes vigorosas, é indicada para grandes espaços e áreas de preservação, não para perto de construções. No Rio Grande do Sul, as figueiras nativas são protegidas por lei.

Como plantar
  1. As sementes são minúsculas e estão dentro dos figos (sicônios) maduros. Amassar os figos maduros na água, separar as sementes da polpa e semear logo.
  2. Distribuir as sementes sobre substrato leve, fértil e bem drenado, cobrindo de forma muito leve ou apenas pressionando contra o substrato. Manter úmido.
  3. Manter em local iluminado e protegido; o cultivo da figueira é feito a pleno sol. A germinação costuma ser lenta e irregular — tenha paciência.
  4. Transplantar as mudas para recipientes maiores quando tiverem alguns centímetros e estiverem firmes, e depois para o local definitivo, sempre a pleno sol.
  5. Escolher o local com cuidado: por suas raízes vigorosas e copa ampla, deve ser plantada longe de muros, calçadas e construções — ideal para grandes espaços e áreas de preservação.
  6. De fácil cultivo após o estabelecimento. Espécie de seiva leitosa (látex); evite o contato com os olhos ao manusear.
Para que serve
Ecossistema: espécie-chave na preservação — os figos alimentam aves, morcegos e muitos outros animais dispersores de sementes ao longo de quase todo o ano. As figueiras estão entre os recursos mais importantes para a fauna das florestas neotropicais.
Suporte de vida (forófito): sua casca e galhos abrigam grande quantidade de epífitas — orquídeas, bromélias, cactos e samambaias —, funcionando como um microecossistema vertical.
Preservação permanente: indicada para plantio em Áreas de Preservação Permanente e paisagismo de grandes espaços. Protegida por lei no Rio Grande do Sul.
Alimentação e usos tradicionais: os figos dos indivíduos femininos são comestíveis e aproveitados em doces, geleias e licores. A espécie também tem registros de uso na medicina popular.
Fontes: Flora e Funga do Brasil (Jardim Botânico do Rio de Janeiro); Prefeitura de Porto Alegre — Secretaria do Meio Ambiente (Árvore do Mês); viveiros de mudas nativas. Observação: há variação entre fontes quanto à altura máxima da espécie (de cerca de 10 m até 30 m em ambiente florestal). As instruções de germinação seguem o padrão geral das figueiras nativas, cujas sementes são muito pequenas e de germinação lenta.

Outras espécies em circulação

Ipê-amareloH. chrysotrichus Ipê-roxoH. impetiginosus AraçáP. cattleianum Cedro-rosaC. fissilis CanafístulaP. dubium Embaúba-prateadaC. hololeuca FigueiraF. cestrifolia TamanqueiroA. glandulosa