O tamanqueiro é uma árvore pioneira da família Euphorbiaceae, nativa do sudeste e sul do Brasil (de Minas Gerais ao Rio Grande do Sul), que cresce preferencialmente em mata ciliar, às margens de rios e córregos. Atinge de 10 a 20 metros de altura, com tronco e ramos tortuosos. É essencialmente perenifólia, mas nos meses de verão troca folhas de modo mais acentuado. Reconhece-se facilmente pelas folhas recurvadas, que dão à árvore um aspecto de "planta murcha", e por glândulas conspícuas na base das folhas. É uma espécie dioica, de crescimento rápido. Seus frutos pequenos, ao amadurecerem, expõem sementes de cor vermelha muito atrativas para a fauna. Recebe muitos nomes regionais: tanheiro, tapiá, iricurana, boleiro, urucurana, entre outros.
- Semear as sementes (ou os próprios frutos maduros) logo após a colheita, pois não toleram secagem e perdem rapidamente a viabilidade.
- Usar canteiros ou recipientes com substrato órgano-argiloso, mantidos a pleno sol.
- Como as sementes são pequenas, cobri-las apenas com uma fina camada de substrato — sem enterrar fundo. Irrigar diariamente, mantendo a umidade constante.
- A taxa de germinação costuma ser baixa, por isso convém semear em quantidade. Tenha paciência: a germinação pode ser irregular.
- Transplantar as mudas quando atingirem cerca de 15–30 cm. No campo, o desenvolvimento das plantas é bastante rápido.
- Levar ao local definitivo a pleno sol, preferencialmente em margens de cursos d'água ou áreas úmidas — é espécie típica de mata ciliar e tolera solos encharcados e inundações temporárias. Por ser dioica, plante vários exemplares para garantir a frutificação.